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Nova linhagem do vírus da zika está em circulação no país

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A pesquisa foi divulgada no início deste mês, no periódico “International Journal of Infectious Diseases”.

Foto: Ilustrativa

Essa semana foi divulgado uma nova linhagem do Zika Vírus no Brasil, os cientistas do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs) da Fiocruz da Bahia detectaram pela primeira vez no país, um tipo africano do vírus, com capacidade de originar uma nova epidemia. A pesquisa foi divulgada no início deste mês, no periódico “International Journal of Infectious Diseases”.

De acordo com os pesquisadores entre 2015 e 2018 houveram mudanças nas 248 sequências genéticas analisadas. Até 2018, o subtipo asiático do Camboja (90%) prevaleceu. Já em 2019, outro subtipo passou a preponderar: o da Micronésia (89,2%). E também em 2019, no segundo o estudo, 5,4% das sequências eram inéditas no país, de linhagem africana.

A sequência genética foi encontrada nos estados do Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, distantes entre si. Porém os hospedeiros que abrigavam os vírus eram diferentes: um é um mosquito que possui semelhanças com o Aedes Aegypti e outro hospedeiro é uma espécie de macaco.

Artur Queiroz, um dos líderes do estudo, destaca o perigo de uma nova epidemia. A maior preocupação dos pesquisadores é que os brasileiros não possuem anticorpos para esse tipo de linhagem.

O último boletim epidemiológico publicado pela Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) realizado entre 1º de janeiro e 19 de maio, aponta aumento nos casos de Zika vírus, doença também transmitida pelo Aedes aegypti. Já foram confirmados 51 casos no estado, enquanto que em 2019 foram 35.

A maioria das pessoas com a doença do Zika não apresenta sintomas. Porém quando presentes, os sintomas são leves. O tempo estimado de incubação entre a picada e o aparecimento dos sintomas é de 3 a 14 dias. Em gestantes, a zika vírus pode causar defeitos congênitos subsequentes. Os sintomas incluem febre, irritação na pele, dor nas articulações e olhos vermelhos. Ainda não existe vacina ou tratamento específico.

Fonte: Diário da Amazônia

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