Tenente dos bombeiros vira ré e deve usar tornozeleira após morte de aluno que passou mal em treinamento
Izadora Ledur atuava como instrutora no dia em que Rodrigo Claro passou mal e depois morreu. De acordo com a sentença, a vítima sofreu crueldade extrema.
Por André Souza, G1 MT
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A Justiça acatou a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) contra a tenente do Corpo de Bombeiros Izadora Ledur de Souza Dechamps pela morte do aluno Rodrigo Patrício Lima Claro, de 21 anos, que passou mal durante um treinamento em novembro de 2016. Ledur deve responder pelo crime de tortura. Além dela, outros cinco militares dos bombeiros foram denunciados.
A decisão é da juíza Selma Rosane Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá e foi publicada na quinta-feira (27). O G1 não conseguiu contato com a defesa da tenente.
Na sentença, a magistrada determina que Ledur seja monitorada por tornozeleira eletrônica para evitar o risco de novas infrações, entretanto negou o pedido de prisão preventiva contra a tenente.
“Todavia, há medidas cautelares diversas da prisão capazes de assegurar que a denunciada não volte a delinquir e não tenha qualquer influência junto a testemunhas, de modo a garantir tanto a ordem pública”, diz trecho da decisão.
Rodrigo morreu no dia 15 de novembro, após passar mal em uma aula prática na Lagoa Trevisan, em Cuiabá, na qual a tenente Izadora Ledur atuava como instrutora.
De acordo com a denúncia do MPE, Rodrigo demonstrou dificuldades para desenvolver atividades como flutuação, nado livre e outros exercícios. “Os métodos abusivos praticados pela instrutora consistiram tanto de natureza física, por meio de caldos com afogamento, como de natureza mental utilizando ameaças de desligamento do curso ”, como consta na denúncia.
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