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João Paciência vai a júri popular dia 25 por dupla tentativa de homicídio contra radialista e desafeto político

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Está marcado para a próxima terça-feira, 25 de novembro, o julgamento de João Alves Siqueira, conhecido como João Paciência, ex-prefeito de Governador Jorge Teixeira, acusado de dupla tentativa de homicídio praticada contra o radialista Hamilton Alves de Melo e contra Antônio Nunes Fernandes, o “Nunes da Emater”.

João Siqueira responde ao processo em liberdade e será julgado pelo Tribunal do Júri no auditório do Fórum Ministro Víctor Nunes Leal, durante a 2ª Reunião Ordinária do Tribunal do Júri Popular de 2025, que ocorre entre novembro e dezembro.

De acordo com a denúncia, o primeiro ataque ocorreu em 20 de abril de 2018, por volta das 14h, na conhecida “Curva da Morte”, na BR-364. Na ocasião, Hamilton Alves seguia de caminhonete quando foi surpreendido por dois executores que emparelharam com seu veículo e efetuaram seis disparos de arma de fogo. Ferido, ele perdeu o controle da direção e caiu em uma ribanceira, sendo socorrido por populares e posteriormente transferido para Porto Velho devido à gravidade dos ferimentos.
As investigações apontaram João Siqueira como autor intelectual do crime, evidenciado pelo fato de estar próximo ao local no dia da tentativa e por gravações ambientais em que ele negociava a continuidade do atentado. O crime teria sido motivado por insatisfação com críticas e denúncias feitas pelo radialista, além de tentar impedir a divulgação de irregularidades investigadas no programa “Abrindo o Jogo”.

A segunda tentativa de homicídio ocorreu em 4 de julho de 2019, por volta das 19h, na Avenida Pedras Branca, em Governador Jorge Teixeira. Segundo a denúncia, João Siqueira teria novamente contratado executores desta vez  para matar Antônio Nunes. Um dos atiradores aguardou a vítima em um terreno baldio e, ao avistá-la caminhando, efetuou vários disparos. Antônio conseguiu correr e pedir ajuda, não sendo atingido. O atirador fugiu em uma motocicleta conduzida por um comparsa.
Assim como no primeiro crime, a motivação teria sido política, devido a desavenças entre João e Antônio. As investigações revelaram a autoria intelectual do ex-prefeito por meio das mesmas gravações que o vinculavam ao atentado anterior.

Os dois crimes foram realizados com surpresa e de forma a dificultar a defesa das vítimas, conforme aponta a denúncia do Ministério Público.

O julgamento promete movimentar a comunidade local, já que o caso envolve crimes graves, motivação política e atentados contra duas figuras conhecidas da região.

Fonte: jaruonline

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