Em uma pequena comunidade do Pará, tem surgido uma enxurrada de doenças que deformam bebês ainda no ventre da mãe. De acordo com os..

Em uma pequena comunidade do Pará, tem surgido uma enxurrada de doenças que deformam bebês ainda no ventre da mãe. De acordo com os residentes de Barcarena, no nordeste do estado, as razões para que recém-nascidos tenham deformidades ou morram prematuramente seria o lixo tóxico lançado nos rios da região pela empresa norueguesa Norsk Hydro.
Ao jornal Financial Times (FT), uma das residentes, Maria do Socorro, explicou o horror de ter o neto nascido com os intestinos fora do corpo. “Não podemos ter futuras gerações porque as crianças nascem e morrem. Famílias inteiras estão contaminadas”, disse ela ao periódico.
Segundo o FT, as acusações vieram à tona depois que a comunidade denunciou em uma corte alemã as ações da empresa norueguesa na Amazônia. A ação pede ressarcimento por danos causados pelo alegado lixo tóxico lançado indevidamente na natureza.
No texto, afirma-se que a poluição da floresta e o aumento no número de doenças causou o desaparecimento de oportunidades econômicas na região.
No Pará, a empresa Norsk Hydro administra uma mina de bauxita, uma refinaria e uma fundição. No entanto, em 2018, após acusações de vazamento de produtos tóxicos na região em que opera, a empresa afirmou que não tinha poluído a floresta, rios e solo. Porém, negou qualquer comentário sobre o assunto.
Ainda de acordo com o FT, a empresa prometeu que irá responder às acusações feitas pela comunidade de Barcarena perante a Justiça dos Países Baixos, onde se situa a sede de suas subsidiárias no comando das instituições firmadas em terras brasileiras.







