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Coiote jaruense acusada de aplicar golpes e intermediar travessia de brasileiros vítimas de naufrágio nas Bahamas, consegue se legalizar nos EUA

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Coiote jaruense acusada de aplicar golpes e intermediar travessia de brasileiros vítimas de naufrágio nas Bahamas, consegue se legalizar nos EUA

De acordo com o site “Leia Aqui Brasil” que possui seu conteúdo voltado a comunidade brasileira nos Estados Unidos, um grupo de brasileiros entre eles alguns jaruenses fazem graves denúncias contra uma suposta coiote, ela teria aplicado golpes em brasileiros que tentavam entrar nos Estados Unidos, sendo também apontada como intermediadora da travessia de brasileiros vítimas de naufrágio nas Bahamas.

19 brasileiros desapareceram em 06 de novembro de 2016, durante a tentativa de realizar a travessia das Bahamas, no Caribe, em direção a Miami, um percurso de 80 km. O jaruense Almir Vital está entre os desaparecidos. (Saiba mais aqui).

Segundo os brasileiros vítima da acusação, a qual não iremos identificar, pois ainda não há acusação ou investigação oficial sobre o caso, ela tem 37 anos é natural da cidade de Jaru, e teria aplicado centenas de golpes nas regiões de Rondônia, Acre e Minas Gerais.

Desde princípios de 2016, a acusada que trataremos como Lu, se apresenta como uma rica fazendeira, aborda famílias humildes acenando-lhes com a possibilidade da realização do sonho americano para seus filhos e filhas.

Iludidos com a estelionatária que mostra fotos de um luxuoso iate como se fossem o meio de transporte, e promessas de que a travessia para os Estados Unidos é um passeio, muitos se endividaram. ” Há famílias passando fome para pagar a agiotas, a quem pediram dinheiro emprestado”, conta um deles.

A viagem começa no aeroporto de Porto Velho com passagens compradas em uma agencia de viagens de Jaru, onde trabalha uma amiga de Lu. O destino é Punta Cana na República Dominicana de onde são levados para o Hotel Paradise, em Boca Chica, onde o Manolo faz o receptivo e garante hospedagem enquanto aguardam o momento de embarcar.

A travessia oferece alternativas: de Boca Chica para Boca de Yuma e La Romana a caminho de Porto Rico.

No meio da viagem, uma parada em Isla de Mona para descansar e verificar se as águas estão livres da guarda costeira. Ou então, via Bahamas.

O ponto de desembarque pode ser Miami ou Jacksonville na Florida ou Providente no Estado de Rhode Island.

O preço oscila entre 15 e 25 mil dólares.

Lucy gosta muito de mostrar ostentação nas redes sociais

Abandonados, baleados, presos e deportados

Em maio de 2016, este grupo deixa o aeroporto de Porto Velho sem saber o pesadelo que passaria. Lu, os acompanha até o portão de embarque havendo registros nas câmaras do aeroporto.

Dela receberam a Embarcação usada para a travessia ilegal, confirmação de que estava tudo acertado, que teriam pessoas à espera e que tudo correria às mil maravilhas.

Chegando a Santo Domingo, capital da República Dominicana, foram levados até Boca Chica. Ainda houve tempo para mergulhos nessa praia paradisíaca até que chegou o dia da travessia.

O iate de Lu era um barco sucateado que infiltrava água e no qual os brasileiros se recusaram a entrar num primeiro momento.

Ameaçados, o grupo de mais de 15 pessoas (entre elas mulheres e uma jovem adolescente) embarcaram, depois de algumas horas chegaram a uma ilha onde foram assaltados e abandonados à sua sorte. “Não sei o que aconteceu com as outras pessoas. Os caras do barco depois de roubar tudo o que tínhamos começaram a atirar na direção das pessoas. Um amigo meu levou um tiro de raspão no braço. Nós cinco entramos na água e ali ficamos até que anoiteceu. Saímos da praia em direção ao vilarejo, onde havia uma festa e nos misturamos com a população local, mas logo a polícia nos encontrou e nos prendeu. Ainda tivemos de arranjar dinheiro com os nossos familiares para subornar a polícia da República Dominicana e finalmente fomos deportados”.

A legalização de Lucy nos Estados Unidos

Com tantos golpes aplicados, Lu começou a ser ameaçada pelos lesados, e áudios com essas ameaças ela mostrou a ICE para demonstrar a situação de que corre riscos de ser assassinada no Brasil. ” O que ela não contou para a ICE é a razão de estar sendo ameaçada”. Nos Estados Unidos ela se dedica a obras no ramo da construção civil, onde emprega brasileiros indocumentados. São vários os relatos postados no Facebook quanto a Lu se apropriar de dinheiro de trabalhadores valendo-se das suas condições de indocumentados para os explorar.

Lu e os desaparecidos nas Bahamas

 

Um tema também trazido à baila pelos denunciantes, associa Lu aos brasileiros desaparecidos nas Bahamas em 6 de novembro de 2016. ” Ela intermediou a viagem de pelo menos três deles. Fazia a abordagem, apanhava algum dinheiro e depois repassava para o Guga e para o Altair e Silas. Esses são os grandões, ela terceiriza”.

Para a Polícia Federal de Rondônia, entre os desaparecidos estão Diego Gonçalves Araújo, Bruno de Oliveira Sousa e Almir Vital que viajaram com passagens da Voe Destak de Ariquemes.

O primeiro pelo coiote Luis Wantuir, e os dois restantes por Guga que também levou Reginaldo Ferreira Martins, do Paraná , Lucirlei Cárita dos Reis e Regiane dos Santos Viana do Pará com passagens emitidas pela VIP Turismo de Joinville, Santa Catarina.

Estranhamente, fotos recebidas por alguns dos desaparecidos e remetidas aos seus familiares ainda durante os preparativos para a viagem ou já em Bahamas, mostram o mesmo iate que Lu exibia aos incautos desta saga na República Dominicana.

A carruagem da Cinderela estelionatária que se transforma em abóbora. O iate que é um barco sucateado. O sonho que vira mais um pesadelo para os envolvidos e suas famílias.

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