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Intervenção urgente no BNDES! – “O banco que tira dos pobres para dar aos ricos está predestinado a quebrar o país”

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), criado pelo Governo Federal 1952 com objetivo de fomentar o desenvolvimento econômico do país, atualmente tem sido a “galinha dos ovos de ouro” e o principal elo beneficiário entre grupos multibilionários e a classe publica administrativa deste país.

As instituições financeiras custeadas com fundos FAT e PIS-PASEP e o Tesouro Nacional sendo que este último destina cerca de R$ 400 bilhões ao ano, somente durante o governo Lula, “agraciou” empresas “amigas” com R$ 1,2 trilhão em liberação de empréstimos subsidiado a juros as menores taxa do mercado financeiro mundial, cerca de 6% ao ano. Lembrando, se você conseguir financiar uma casa própria pela Caixa Econômica Federal, irá pagar cerca de 12%.

Convém ressaltar que esta atuação do BNDES não se restringe somente a esta gestão citada, seguramente administrações passadas, e possivelmente as subsequentes manterão o sistema.

Ao subsidiar os empréstimos, o BNDES funciona como um Bolsa Família ao contrário, um motor de desigualdade: tira dos pobres para dar aos ricos, ou melhor, capta dinheiro emitindo títulos públicos, com base na taxa Selic (11% ao ano), e empresta a 6%. Isso significa que ele arca com 5% de todo o dinheiro emprestado. Dos R$ 414 bilhões emprestados em 2015, R$ 20,7 bilhões são pagos pelo banco. É um valor similar aos R$ 25 bilhões gastos pelo governo no Bolsa Família, que atinge 36 milhões de brasileiros.

Com isto o BNDES tem feito verdadeiros milagres financeiros em empresas geralmente bem relacionadas com o governo, onde podemos citar como exemplo o grupo JBS, mais conhecido como grupo da Friboi.

 

Sustentado por crédito fácil do BNDES, o grupo elevou seu faturamento de R$ 4 bilhões em 2006 para R$ 170 bilhões no ano passado, um crescimento de mais de 4.000%.

A multiplicação de riqueza levou um dos donos da empresa, Joesley Batista a entrar na lista dos 10 brasileiros mais ricos da revista Forbes.  “A mãe de leite, BNDES” também possibilitou a JBS expandir sua atuação no mercado internacional presente hoje em mais de 150 países, 300 unidades industriais e mais de 200 mil empregados, o grupo é o maior processador de proteína animal do mundo.

De 2012 até hoje acredita-se que o BNDES liberou cerca de R$ 14 bilhões para a JBS, e hoje após sugar recursos públicos e crescer no país, está migrando sua sede e atuação para EUA.

Outra empresa que é bem grata ao BNDES é a Odebrech, a empreiteira certamente não teria alcançado tamanho destaque mundial sendo considerada a maior empresa familiar do mundo, se não fosse o empurrãozinho do BNDES. Em 2003, quando Lula chegou à presidência, a Odebrecht já era considerada a maior empreiteira do País, com faturamento de R$ 17,3 bilhões, até 2014 a receita foi multiplicada por seis, para R$ 107,7 bilhões.

Para entender melhor acompanhe algumas “casadinhas” do BNDES e a Odebrech em obras de melhorias de infraestruturas fora do Brasil, aonde a empresa tem empregado 81,8% dos empréstimos obtidos do BNDES.

 

-Porto de Maciel em Cuba, empréstimo do BNDES R$ 2,2 bilhões.

– Hidrelétrica São Francisco Equador, empréstimo do BNDES R$ 785 milhões.

– Hidrelétrica de Chaglla no Peru, empréstimo do BNDES R$ 1 bilhão.

– Metrô no Panamá empréstimo do BNDES R$ 3,2 bilhões.

– Soterramento do Ferrocarril na Argentina, empréstimo do BNDES R$ 4,5 bilhões.

– Metrô de Caracas na Venezuela, empréstimo do BNDES R$ 2,3 bilhões.

– Ponte sobre o Rio Orinoco Venezuela, empréstimo do BNDES R$ 970 milhões.

-Aeroporto Nacala em Moçambique, empréstimo do BNDES R$ 400 milhões.

-BRT em Moçambique empréstimo do BNDES R$ 180 milhões.

Neste mesmo rol também temos outras empresas como Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez, OAS, OI Telecomunicações, o conglomerado de empresas falidas de Eike Batista, entre outras que receberão financiamentos bilionários do banco público brasileiro, para custear melhorias em suas infraestruturas ou em obras em países subdesenvolvidos ao redor do mundo.

Nem é preciso relatar aqui que todo este benefício concedido as empresas pelos integrantes do poder público que tem o poder de gerir o BNDES, tem sua contrapartida.

Os segmentos de distribuição de vantagens aos endinheirados, ou seja, a quem não precisa, se estende a diversos outros setores, podemos dar um outro exemplo de “extrema importância do banco para a nação”, é o financiamento de um jatinho particular ao prefeito de São Paulo João Doria, a instituição financeira pagou na aeronave R$ 44 milhões e dividiu ao prefeito em 140 parcelas, a juros que pouco supera a inflação.

O apresentador Global Luciano Huck, detentor de um salário de R$ 1,8 milhão pela emissora, fora os merchans, também foi beneficiado pelo banco de fomento ao desenvolvimento, ele também aproveitou e adquiriu em jatinho novo.

Relacionamos aqui nesta publicação apenas uma fração de transações envolvendo o BNDES, mas o suficiente para refletirmos e avaliarmos a manutenção deste banco, que seguramente foge em muito o intuito para o qual foi criado.

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